domingo, 25 de janeiro de 2015

Teologia

        Muitas injustiças são cometidas a respeito dos Teólogos, visto que muitos pensam ser estes pessoas céticas, frias e hereges. Outros pensam que o Teólogo tem a resposta para todos os seus questionamentos na ponta da língua. No entanto, a coisa não é bem assim. O Teólogo, como todos os demais cientistas, desenvolve o seu saber à medida que vai pesquisando, lendo Bíblias, livros acadêmicos e orando para que o Dono de toda a sabedoria e todo o entendimento lhe revele  o que está oculto.
          Pode-se comparar  o Teólogo ao sujeito que tira sua carteira de motorista. Este sujeito aprendeu a operar um veículo automotor, mas ainda não tem experiência em dirigir em situações adversas como chuva, neblina, ofuscamento da visão por faróis altos em sentido contrário, ainda não experimentou uma pane na estrada, um acidente. Anda não tem experiência suficiente para dirigir defensivamente. As pessoas aprendem a dirigir com a prática e não por estarem habilitadas a fazê-lo. Aprendem no dia a dia, passando por situações embaraçosas e vendo os outros também passarem. Assim também é o Teólogo. Ele sai do seminário, obviamente conhecendo muitas coisas que antes não conhecia. Mas na verdade,  o que um Teólogo realmente aprende no seminário é usar as ferramentas adequadas como a Exegese, a Hermenêutica, as análises histórica, literária, textual, etc...  Ferramentas estas que o levarão a dar a interpretação correta do texto bíblico e assim trazer possíveis respostas aos questionamentos. Aprende a tirar água de sua própria cisterna, aprende a ser crítico e não aceita tudo o que os outros dizem. Aprende à ir aos textos bíblicos nas línguas originais e saber o que o Autor pretendia dizer, quando e para quem. O verdadeiro conhecimento só vem aos poucos, com experiências com Deus e com a própria Verdade que é a Palavra de Deus.
Abraço

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dignidade

    Ultimamente tenho me divertido com uma brincadeira que faço com os amigos e conhecidos, acerca de minha pretensão a um possível emprego, cujo salário seja de R$ 5.775.00, para trabalhar de segunda à sexta-feira das 08:00 às 14:00 ou das 10:00 às 16:00 horas. Quando ouvem a "piada" todos riem e me dizem: quando você encontrar me avise, pois eu também quero! As pessoas se acostumaram tanto com a mediocridade, que, quando ouvem falar de uma condição de trabalho um pouquinho melhor do que as que estão acostumadas, acham absurdo e impossível para um cidadão comum. É nessa hora que faço então a grande pergunta: E os políticos, os deputados, que já ganham um excelente salário, com ótimos benefícios, ajuda disso, ajuda daquilo, auxílio não sei do quê, e ainda têm a cara de pau de meter a mão no dinheiro do contribuinte? Pois é, aquele tal de Serveró, por exemplo, tem necessidade daquela criatura fazer o que fez? E ele já não é tão jovem, não terá tempo de gastar tanta grana. Então pergunto: para quê tanto dinheiro, tanta ambição, tanta mesquinharia? Quando falo em ter uma vida digna, ganhando apenas R$ 5.775,00, que nem chega a ser razoável mas que ainda é o suficiente para arcar com minhas despesas, sou zombado pelos amigos. O trabalhador brasileiro está tão acostumado com as injustiças sociais, com a má distribuição da renda e com muito trabalho por míseros salários que a possibilidade de melhoras já se tornou utopia.   É nas pequenas brincadeiras que aparecem as grandes verdades da vida. 

       Um grande abraço.